sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Serviços de telefone e internet poderão ser cancelados automaticamente

Regulamento aprovado pela Anatel aumenta transparência nas relações de consumo e amplia os direitos de quem utiliza telefonia fixa e móvel, internet e televisão por assinatura.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014


Nesta quinta-feira, 20, o conselho diretor da Anatel aprovou o RGC - Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços Telecomunicações, que amplia direitos do consumidor. Entre as inovações está a possibilidade de cancelamento automático, através de site ou da central de atendimento, dos serviços de telefonia e internet.
De acordo com o texto aprovado, o consumidor poderá cancelar o serviço de telecomunicação por meio da internet ou por menu na central de atendimento telefônico da prestadora de serviços. A empresa terá dois dias úteis para efetuar o cancelamento automático. O prazo para implementação das medidas é de 120 dias após a publicação do Regulamento.

Atendimento
Além do cancelamento automático, as empresas serão obrigadas a retornar a ligação para o consumidor caso ela caia durante o atendimento. Se não conseguir retomar contato, a operadora deve mandar mensagem de texto com número de protocolo.
Os consumidores de pacotes combo poderão resolver assuntos relativos a qualquer um dos serviços entrando em contato com uma única central de atendimento telefônico.
Com relação às cobranças, sempre que o consumidor questionar o valor ou o motivo de uma cobrança, a empresa terá 30 dias para lhe dar uma resposta.

Pré-pago
Todas as recargas de telefonia celular na modalidade de pré-pago terão validade mínima de 30 dias. Atualmente, são oferecidos créditos com períodos de validade inferior, o que confunde o consumidor. As operadoras deverão ainda oferecer duas outras opções de prazo de validade de créditos, de 90 e 180 dias. Estas opções devem estar disponíveis tanto nas lojas próprias como em estabelecimentos que estão eletronicamente ligados à rede da operadora. O usuário também deverá ser avisado pela prestadora sempre que seus créditos estiverem na iminência de expirar.

Contratos e promoções
Com o novo regulamento, as promoções passam a valer para todos os assinantes, novos e antigos. Caso já seja cliente, o interessado em mudar de plano precisa ficar atento sobre eventual multa decorrente da fidelização do seu plano atual. Para isso, ele poderá acessar seu contrato via internet.
Mediante uso de senha individual, os consumidores terão acesso às informações mais importantes sobre sua relação com a operadora. Além do contrato em vigor, poderão acessar as faturas e os relatórios detalhados de consumo dos últimos seis meses, além de um sumário que informe para o consumidor quais são as características do contrato: qual é a franquia a que ele tem direito, o que entra e o que não entra na franquia, qual é o valor de cada item contratado etc.

Comparação de preços
A Anatel quer facilitar a tarefa de comparação de preços e ofertas para o consumidor. Para tanto, o regulamento prevê que todas as operadoras, de todos os serviços, deverão disponibilizar, em forma padronizada, os preços que estão sendo praticados para cada serviço, bem como as condições de oferta. Prazo para implementação: 12 meses após a publicação do Regulamento.

Fim da cobrança antecipada
Hoje, algumas operadoras fazem a cobrança da assinatura dos serviços antes de eles serem utilizados pelos consumidores. Com o novo regulamento, a cobrança só poderá ser feita após a fruição dos serviços. Assim, se o cliente quiser cancelar o serviço no meio do mês, pagará em sua próxima fatura apenas o valor proporcional ao período em que efetivamente usou o serviço. 

fonte:http://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI195936,41046- MigalhasServicos+de+telefone+e+internet+poderao+ser+cancelados+automaticamente
 

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

É IMPORTANTE A REPOSIÇÃO DO SUBSÍDIO

É IMPORTANTE A REPOSIÇÃO DO SUBSÍDIO

Posse AJURIS 4 03-02-2014
ZERO HORA 05 de fevereiro de 2014 | N° 17695

ENTREVISTA - EUGÊNIO COUTO TERRA, PRESIDENTE DA AJURIS

A luta pelas eleições diretas no Judiciário é uma das principais bandeiras do novo presidente da Associação dos Juízes (Ajuris), Eugênio Terra. Natural de Tupanciretã e com 24 anos de magistratura, ele assumiu o comando da entidade prometendo uma categoria unida e valorizada.

ZH – Quais as metas da gestão?

Terra – A proposta é trabalhar a valorização da magistratura. Uma das bandeiras é o aprofundamento da democracia no Judiciário. Queremos que a classe, através da associação, participe mais de comissões, grupos de trabalho e conselhos do Tribunal de Justiça, para que haja maior participação do primeiro grau, que está na ponta. Outra coisa é trabalhar para ampliação do colégio de eleitores da Mesa Diretora e do presidente do tribunal. Isso depende de mudança constitucional, mas há alternativas de levar uma discussão para que tribunal aceite fazer uma consulta entre todos os magistrados e haja um compromisso de que o que tiver mais votação seja escolhido presidente.

ZH – Quais são as principais demandas da magistratura?

Terra – É muito importante a reposição do subsídio em patamares iguais ao do restante do país. Não só pela questão do vencimento, mas a diferença de 10% entre as entrâncias no RS – enquanto em mais 24 Estados é de 5% – faz com que os candidatos mais preparados optem por fazer o concurso em outros lugares.

ZH – Qual sua opinião a respeito do uso dos depósitos judiciais?

Terra – Há uma previsão legal, mas não deixa de ser preocupante, porque vem demonstrar que o RS está com dificuldades financeiras. Esse dinheiro vai ser devolvido. Mas o saque não pode ser prática constante.

ZH – A associação tentou barrar a publicação dos salários do TJ com a identificação do servidor. Qual sua opinião? Não há como ampliar a transparência, detalhando, por exemplo, as vantagens eventuais?


Terra – Seria interessante. A associação até fez uma proposta no sentido de que fosse discriminado. Quando um juiz entra em férias, recebe o pagamento antecipado e acaba aparecendo o dobro da remuneração sem que haja um esclarecimento. Se houvesse a especificação, ficaria muito mais claro. Na época, a associação se manifestou contra a divulgação em função da lei estadual, que, depois, acabou sendo alterada na Assembleia. Mas acho que, quanto mais transparência, melhor.
Posse Eugênio Couto Terra 03-01-2014
COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Se entende que uma entidades classista priorize os interesses de seus associados que são os salários aumentados e preservados no seu poder aquisitivo contra a inflação. Porém, gostaria de ver as entidades dos juízes lutarem pela verdadeira independência do Poder Judiciário; pelo fortalecimento dos Tribunais de justiça e do juiz natural; pela agilização e desburocratização da justiça brasileira; pela redução de prazos e instâncias processuais; pela descentralização do transitado em julgado; pela aproximação da justiça contra as ilicitudes; pelo aumento do número de juízes, servidores e varas de justiça para atender a crescente demanda e a onde de violência e criminalidade que assola o Brasil; e pela criação de um Sistema de Justiça Criminal integrado, ágil, coativo, comprometido com a paz social e envolvendo ligações técnicas de órgãos do Judiciário, MP, defensoria, e forças policiais e prisionais, para impedir a nociva ingerência partidária em questões técnicas de justiça criminal. Uma justiça que cumpra a função precípua da aplicação coativa das leis para consolidar sua importância na democracia e na supremacia do interesse público em que a vida, saúde, educação, patrimônio, justiça e bem-estar das pessoas são prioridades.